Procurava idéias para um poema
E andava pelas ruas de Paris sentindo o vento no rosto
Buscava sensações que ainda não tinha sentido
E parou em uma esquina
Olhou de canto de olho
Respirou fundo
Aquietou-se
Não era para estar ali
Viu o homem encostar a faca na moça
E pedir a bolsa e mais outro algo em francês
E ficou olhando, não moveu um músculo sequer
E teve medo, medo que lhe percorreu a espinha como raio
O homem correu
(com a bolsa, documentos, dinheiro, tudo)
- e ela nem era francesa -
Se deu bem
A moça lá desconcertada
E ele cá sem saber o que fazer
Falou com ela em francês, ela chorava
Falou com ela em inglês, ela desesperava-se mais ainda
Falou com ela em português e ela abriu um sorriso possível no meio daquele momento sombrio
Foram para a polícia
Descreveram o meliante (ou Meliès?)
Deram os nomes e foram embora
Eles já não podiam fazer nada e nada mais tinha sentido
Nem esse poema
C'est la vie!
Caros visitantes,
espero que vocês divirtam-se muito lendo minhas palavras. Peço, porém, por ser esse um trabalho independente, que não republiquem meus textos - inteiros, partes, frases, versos - sem minha expressa autorização. A pena para crime de plágio é dura, além de ser algo bastante humilhante para quem é processado. Tenho certeza que não terei problemas com relação a isso, mas é sempre bom lembrar!
espero que vocês divirtam-se muito lendo minhas palavras. Peço, porém, por ser esse um trabalho independente, que não republiquem meus textos - inteiros, partes, frases, versos - sem minha expressa autorização. A pena para crime de plágio é dura, além de ser algo bastante humilhante para quem é processado. Tenho certeza que não terei problemas com relação a isso, mas é sempre bom lembrar!
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